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remember, 24?

depois de quase um mês inteiro sem fazer quase nada, eu tive coragem de escrever novamente. hoje é meu aniversário. 24 anos. também foi o dia em que tive que consultar com o meu psiquiatra (apenas uma hora antes de ter recebido uma parabéns, com dois bolos, pastéis e refri). tenho estado triste desde semana passada, quando recebi meu diagnóstico depois de três meses de espera. nada tem sido o mesmo desde então, e eu só tenho ficado calada. não tenho falado muito e só... durmo demais, fico acordada até o amanhecer e fico devaneando e sentindo um desespero imenso por dentro por não querer tomar atitudes que estão me esperando para daqui mais ou menos um mês.

eu tenho TDAH tipo combinado, transtorno de depressão grave, ansiedade e melancolia, ideação suicida + traços autísticos subclínicos. quando recebi o resultado semana passada, e fiquei na sala junto com a minha mãe eu nem sequer falei muito. na verdade, eu só fiquei lá ouvindo enquanto a psicóloga explicava o que cada coisa significava e às vezes minha mãe respondia. foi um dia difícil aquele, e desde então, eu parei de falar, de participar e simplesmente me isolar. para alguém que só andava nervosa, tendo crises, brigando e discutindo, eu simplesmente... apaguei para o mundo e parece que nada faz sentido — e era assim antes, mas agora virou concreto!

me surpreendi de ter recebido meus parabéns hoje, porque na verdade eu não estava nem sequer me importando tanto com esse dia, mas passou sem problemas (ainda bem) e foi isso! bem melhor do que nos anos anteriores, and especially ano passado. mas não quero mais falar sobre isso. é bem difícil para mim dizer isso, mas: agradeço. nem tudo são sombras como a nossa mente gosta de nos fazer acreditar. 

em relação a consulta com o psiquiatra, ainda nem acredito que tive que pagar 500 reais, meu deus... caríssimo. e conversar com um psiquiatra me faz lembrar que eles realmente não são terapeutas, mas como foi ele quem encaminhou eu tive que retornar a ele (e o dinheiro dele já estava guardado e separado de qualquer forma, então, não é de todo um desperdício). mas ainda assim, é bem horrível lidar com o fato de que tenho que gastar 500 reais para ter uma consulta porque o sistema de saúde público da minha cidade é realmente muito ruim.

eu ainda estou com a pulga atrás da orelha, porque sinto que tem algo faltando. e eu confio nos meus instintos de que realmente tem algo faltando, algo que não está clicando. eu me sinto sozinha! eu não queria admitir isso, porque das vezes que admiti, minha mãe disse para mim que eu não estava, que eu tinha miha família (eles). quando digo "me sinto sozinha" não estou dizendo "estou sozinha no mundo e sem nada", e sim que "estou sozinha nisso, como sempre estive" porque ninguém entende realmente. é um sofrimento silencioso, nem para meu pior inimigo eu desejaria tal coisa. é como não funcionar, mas o sistema ainda estar ligado. como um computador que não tem mais atualizações, e está caindo no esquecimento por ter sido abandonado. eu sabia que essa consulta não ia ser grande coisa, só fico chateada pelo meu dinheirinho, mesmo. 

eu sinto que estou perdendo potencial (como diria Tyler, The Creator I hate wasted potential, that shit crushes your spirit. It really does, it crushes your soul) ou é apenas o sistema que nós vivemos que nos faz pensar dessa forma? seria o potencial apenas outra invenção do sistema capitalista para que nunca paremos e sempre estejamos na busca do "melhor de nós" na versão mais atualizada... sempre melhor, sempre melhor, sempre melhor, sempre melhor?


infelizmente, no meu caso, eu ainda sinto que tem algo que não bate. mas estou quebrada demais para ir atrás de algo (nem consigo fazer as coisas básicas dentro de casa frequentemente, parece um trabalho hercúleo) e quebrada de dinheiro. gastei MUITO esse mês, e ainda vou ter que gastar com remédios. meu deus, isso é tão triste.

para a minha verdadeira lamentação, eu ainda estou entre a cruz e a espada por que não quero voltar para a faculdade. abandonei por um ano, mas... não quero retornar. me sinto ingrata, porque é como se eu estivesse perdendo uma oportunidade de milhões. passei no sisu também, para o mesmo curso da qual passei na reopção (da minha própria faculdade) para um campus mais próximo, só que seria algo novo (eu largaria de vez esse vínculo que tenho desde 2024, e recomeçaria em uma nova e esqueceria de uma vez a instituição que me trouxe muitos traumas — mas também coisas importantes — ou... simplesmente largar tudo porque não aguento mais).

pode parecer o que for, para quem está lendo algo assim: ingratidão, preguiça, falta do que fazer, etc. ainda mais sendo uma pessoa pobre. mas eu estou... tão cansada e sem esperanças que realmente não sei o que fazer. sinto que vai ser novamente mais outro ano sendo inútil, só que agora seria 100% inútil, porque não teria mais vínculo com uma bolsa que tenho/tinha por conta da faculdade que, mesmo abandonada por um tempo, me ajudava e foi o que me ajudou até hoje. então sinto que... desistir de tudo seria pular no abismo. pela primeira vez em muito tempo, eu voltei a chorar. chorei depois que recebi o laudo. eu sinto que... realmente estou caindo em um abismo, e não tenho forças para fazer e nem pensar em mais nada. quão deprimente.



tudo isso é pessimista, mas é meu lugar então... eu posso ser pessimista o quanto quiser. e é meu aniversário (30/01), posso achar o que quiser sem me culpar, pelo menos hoje, tenho esse passe, acredito.

e para complementar, eu e minha gata no meu aniversário:






e a música que me lembrei hoje foi "End Of Beggining" do Djo.

Just one more tear to cryOne teardrop from my eyeYou better save it forThe middle of the nightWhen things aren't black and whiteEnter, Troubadour"Remember twenty-four?"



contagem regressiva

 

o ano está acabando, isso não é novidade. eu já fiz a minha lista de metas, mesmo que eu nem sequer goste de fazer isso, mas fiz por fazer. agora só o que resta mesmo é esperar os dias passarem para chegarem naquele ritual de todo fim de ano quando o planeta dá uma volta completa: o ano novo. 

embora, logicamente, os dias vão continuar independente do ano ser novo ou não. e era isso que eu estava pensando hoje. isso é mais algo tradicional, mas quando você para pra pensar que é só isso, uma tradição, você ainda vai acordar no outro dia da mesma forma que acordou ontem e assim sucessivamente. você vai entrar de férias, sair de férias, voltar a trabalhar e por diante repetir as mesmas coisas. 

não gosto dessa época, assim como não me dou bem com o Natal (e para zero surpresas para mim o Natal não foi nada legal. mas consegui sobreviver e passar mais um dia. acredito que também vou sobreviver a essa virada de ano, assim como sobrevivi há vários outros — a vida continua. 

é apenas um reflexão que estava fazendo comigo mesmo, sabe? a ideia de "começar tudo de novo" me parece tão cansativa, que me dá um desânimo tão grande. comentei isso em algum vídeo do tiktok que falava sobre isso. o pessal com o "gás" pra o anor que vai surgir, já pensando em o que vai fazer, como fazer etc. e eu aqui, pensando se vou conseguir sobreviver por mais um dia sem mais crises etc. enfim, quero deixar aqui algumas últimas lembranças desse mês e desse anos:










e com essas fotos, eu pude recordar melhor o que aconteceu nesses últimos dias. foi um borrão total pra mim depois do natal, só dormi, dormi e dormi. e quase também não falei ou parei para conversar.

na véspera, fizemos algumas coisas porque planejavámos fazer um almoça na tarde de natal, invés de ceia. foram três bolos. também, na véspera de natal, foi dia de faxinar a casa e meu quarto (por isso minha gata, Zaguinha, tava traquinando dentro da caixa), e só fui terminar quando já era de fato natal, às cinco e pouca da manhã. e mesmo com tudo organizado (reorganizei os armários e coloquei coisas lá dentro, para poder ocupar meu raque, onde coloco minhas coisinhas e ter mais espaço, como a adição dos dvd's de banda que "herdei" do meu pai). ainda parei para assistir Harry Potter e a Pedra Filosofal na versão estendida para dar aquela sensação de "é natal", já que não fazia mais isso há muito tempo.

infelizmente, além de ter ido dormir super tarde, eu acordei cedo por problemas pessoais que ocorreram aqui em casa, e... o dia de natal em si foi decepcionante. tivemos o almoço com meu vô presente, mas.... aconteceram coisas que foram decepcionantes para mim e me fizeram acordar um pouco do estorpor que eu estava diante das minhas crises (que foram muitas) desse final de ano.


para melhorar a situação, depois de todo o almoço e cada ter ido para um canto, como também um "especial de natal", coloquei para assistir o episódio "fishes" da série The Bear — quem já assistiu sabe o quão caótico esse episódio é. a cena da discussão da mesa me de fez sentir que não era a única me sentindo uma verdadeira merda. pequenos prazeres, huh?

o episódio é tão bom, que é como se fosse um filler, você pode assistir sem precisar ver a série inteira. é um episódio caótico, mostrando como é a dinâmica da família Berzatto em um momento tenso. você já consegue sentir toda a tensidade no ar, nos diálogos, no caos na cozinha, e tudo isso se dirigindo para o estopim da grande briga no final. foi um consolo de natal para mim ksks. alguma coisa tinha que servir.


fora isso, nos dias mais anteriores a época natalina eu fiz colagens, como mostrado nas fotos, sai e tirei foto na lojas americanas com um ursinho tão bonito que eu queria ter comprado de tão macio que era. poderia fazer companhia para o Azulão, meu urso que fica no meu raque (as pessoas ainda usam essa palavra "raque"?), também fiz desenhos para me distrair mesmo. 

consegui terminar a lata de biscoitos de manteiga natalinos que era doida para comprar, e abri o chocotone. e foi só isso!

logo após o natal, eu fiquei no esturpor. só dormi, dormi e dormi. e sem ajuda de remédio na maior parte das vezes. porque a decepção e a tristeza que eu estava sentindo era tão grande, que eu nem sequer fiz questão de fazer muita coisa a não ser o básico. mas a vida continuou. sempre continua. nisso não há o que discutir. mas me mantive contida, para o meu próprio bem. eu sei que dormir e me esconder é uma fuga, mas é a melhor que possuo no contexto da minha saúde mental e o ambiente em que vivo (isso desde pequena, imagina então o quão estressante é já uma adulta e ainda sofrer com os mesmos padrões). me conter é a melhor coisa que posso fazer com os recursos que tenho: quase nada.

vou terminar meu diário no dia 31 certinho. a agenda é desse ano, e eu tinha começado ela em agosto, achei que fosse até o ano que vem, mas eu tagarelei e fiz tanta coisa nele esse mês que enchi mais cem páginas em menos de um mês. agora só falta a página de amanhã e fecha certinho. o meu TOC agradece!

e por fim, uma foto minha, última foto, por enquanto, e só deixei aqui para registro mesmo. vai que um dia no futuro eu volte para ver como eu era. meu cabelo ala Kirk Hammett e Chris Cornell. 

eu não tô querendo criar expectativas de como vai ser amanhã ou na virada ou depois. fico feliz de ter postergado assistir Stranger Things 5 volume 2 no dia de natal, assisti a todos os eps ontem e vou assistir ao último volume amanhã sem ter que esperar vários dias.

ainda estou viúva de Heated Rivalry (sem mais sextas esperando por Ilya e Shane) e sem domingos sem It!WTD. tenho opiniõs sobre Stranger Things volume 2, que não são muito legais mas quem sabe eu fale disso mais para frente. só sei que a única coisa que realmente gostei foi da interação Steve e Dustin.

outra coisa que eu queria deixar anotado aqui, é que eu li Heated Rivalry pela primeira vez nesse mesmo mês ano passado, terminei a leitura praticamente no mesmo dia do último episódio de Heated Rivalry esse ano. era um livro super nichado, que encontrei em recomendações nas profundezas do goodreads na época, que jamais imaginaria que seria adaptado, e foi tão lindamente adaptado que só tenho 10/1000000 para avaliar.

inclusive, estou lendo uma novel da mesma autora, que ela lançou início desse ano "The Shots You Take" e vai ser minha companhia na virada de ano, tal qual Heated Rivalry e The Long Game foi na virada de 2024 para 2025. além da atualização da minha fanfic Tomarry favorita "Terrible, But Great".

eu não me obrigo a ler livros mais, leio apenas por diversão como sempre fiz. e isso me deixa leve e alegre. nada mais faço por me forçar para aparecer ou algo performático. esse ano mesmo eu só li fanfic e não me arrependo ksks.


as músicas que tem me acompanhado nesses últimos dias são:

 



e é isso. 
feliz ano novo!







um mundo invertido, um palhaço, um doutor em uma caixa e a primeira semana de dezembro

essa primeira semana de dezembro foi realmente uma prova de fogo. tive grandes crises por causa do meu TOC. mas eu consegui guardar algumas lições aqui e ali. pelo menos, eu acho que consegui. 

há spoilers de stranger things mais adiante, caso não tenha visto a série!

Stranger Thigs 5, primeira parte, saiu na quarta retrasada, bem no dia em que eu tinha uma consulta no psicológo do SUS e tinha que enviar duas cartas do clube "o Envelope" que faço parte. foi um dia em que tinha criado muitas expectativas desde o início de novembro, e quando finalmente aconteceu, foi um pouco decepcionante. primeiramente, que eu esperei duas horas no posto, eu não estou nem mesmo brincando. quando finalmente foi minha vez, a psicológa perguntou como eu estava etc, falei algumas coisas preocupantes que eu estava lidando mas fui cortada porque ela precisava ir em algum lugar. quando ela retornou, pediu para remarcar (para daqui um mês, ou seja, ano que vem, um dia antes do meu aniversário, inclusive) e eu fiquei um pouco sem chão. e depois, ainda tive que esperar mais uma hora no Correios. enfim, chegando em casa depois de tanta humilhação em um dia só, dormi o dia inteiro. porque sou uma jovem de 23 anos, desempregada, com depressão e sem expectativas na vida e apenas esperando uma resposta da minha avaliação neuropsicológica. acordei bem perto de estreiar a primeira parte, e fiquei mexendo no neocities enquanto asssistia. 

e agora vamos para a grande questão: inicialmente eu fiquei tão, mas tão, decepcionada que eu olhava para a tela do computador ao mesmo tempo em que olhava incrédula para a tela do celular (por onde eu estava assistindo) e nem sequer tinha palavras. porque assim, eu estava feliz por finalmente, depois de três anos, ver aqueles rostinhos? sim, eu estava. até eu ver a atuação e algumas decisões muito ruins de roteiro. nossa, toda aquelas conversas, os personagens repetiam as mesma coisa várias vezes, a atuação estava... barata? o termo que uso aqui é do inglês cheap. bem comum em várias séries originais da netflix. tipo, eu estava assistindo aquilo ali sabendo que era atuação, tipo, não quando você assistir a algo e esquece que os personagens estão atuando de tão imersivo que você fica na história — será que é entendível o que acabei de dizer? bem, foi essa sensação. tanto que eu só aguentei os três primeiros episódios e não assisti ao quarto, que é o último da primeira parte. juro, eu não sou de reclamar (pelo menos, eu acho que não sou) de qualquer tipo de filme ou série (eu gosto dos filmes do Adam Sandler, pelo amor de Deus), mas o que me deixa irritada, é quando uma série foi vendida de tal forma desde a primeira temporada, com um roteiro de peso, atuações mais puxadas para o drama e suspensa, e então poder notar esse downgrade. fui pesquisar mais sobre, ouvir outras opiniões, e basicamente foi o que eu descobri sozinha assistindo: a netflix, propositalmente, pediu (exigiu) que o diálogo dos personagens fossem "menos difíceis". eu já sabia que a media literacy estava morta, mas agora enterraram de vez. sem cair no saudosismo, mas eu realmente estou preocupada como não somente a interpretação e capacidade cognitiva para compreender qualquer coisa complexa é praticamente inexistente hoje, como a alfabetização midiática é desconhecida. eu nem irei começar com o tanto de má interpretação que vi de pessoas tendo dos personagens. é bem triste. devo até comentar de como o fandom de ST é extremamente tóxico. não sei o que ocorreu nesses anos, mas costumava, há pelo menos uns seis anos, ser um ambiente bem tolerante. me espanta que uma história que tem DOIS personagens LGBTQIA+, seja tão homofóbico. 

pois, me dei uma pausa de tudo, e esqueci de voltar para ver o quarto episódio já faz uma semana. domingo passado, tive uma insônia sinistra em que eu dobrei o outro dia acordada, e permaneci acordada até a madrugada do dia seguinte. ou seja, foram mais de vinte e quatro horas acordada. nesse tempo, ousei assistir "It!Welcome to Derry", e me surpreendeu porque eu gostei. assisti ao primeiro episódio, hoje lançou o penúltimo se não me engano. 

"It!Welcome to Derry" eu gostei mais do que a primeira parte da quinta temporada de ST. as atuações dos personagens mais jovens e do elenco mais velho foi o que me ganhou imediatamente. eu amo atuação aprofundada, em que você esquece que está assistindo uma série/filme. e eu não senti isso com ST5 por conta da atuação, não tava me descendo. e não somente isso, obviamente que uma série como ST vai ter inúmeras referências; acontece que tinha tanta MAS TANTA referência de outras obras, que eu sei muito bem que os irmãos Duffer são fãs, que eu toda hora soltava "oxe, mas tá idêntico a tal filme/série". veja bem, uma referência e inspiração, das quais são necessáris para o cunho de história como de stranger things é uma coisa, outra bem diferente é, em apenas uma cena, você receber trezentas referências de uma só vez. posso até listar: alice, harry potter, uma dobra no tempo, as crônicas de gelo e fogo, de volta para o futuro. em menos de duas cenas diferentes. foi muito cansativo. eu também quero ver o desenvolvimento da história do que só apenas referências de outras obras. e nem começo de como estou decepecionada com as decisões de roteiros com vários personagens: esse triângulo amoroso, que já tinha dado fim na segunda temporada, de steve/nancy/jonathan, desnecessário; a joyce com esse favoritismo com o will enquanto o pobre do jonathan não só é esquecido pelo próprio roteiro como pela própria mãe, nancy sem saber o que quer da vida dela, hopper e el no mundo invertido... olha! não ironicamente, a única coisa que gostei mesmo foi steve e dustin estarem com uma relação mais complexada agora, porque faz todo sentido para o roteiro, considerando os eventos da quarta temporada que aconteceu com o dustin; e por fim, claro, érica. amo ela.

revisitei doctor who depois de algum tempo, e estava morrendo de saudades porque não vivo sem essa série, mas eu tinha dado um tempo de vê-la. praticamente é minha infância, assistia na tv cultura, quando passava, sempre às 20h. se qualquer coisa para mim tá ruim, doctor who estará lá para me acompanhar e me confortar dos males desse mundo (afinal é para isso que o doctor está aqui). sinto tanta falta de assistir algo que remeta a mesma vibe do que eu senti quando assisti essa série pela primeira vez. meu doctor favorito é o 10º, mas tenho uma quedinha pelo 11º e um carinho enorme pelo 12º. não importa o quê, o fim da minha infância sempre terá no coração guardado um doutor em uma caixa azul, cuja parte interior é maior que a exterior (allons-y!)

sobre a primeira semana desse mês, bem, cheguei ao final dela intacta, e nem sei como. tive tantas crises, toc e tudo isso. me exauriu psicologicamente. consegui sair com meu irmão sexta-feira para a estreia da exposição "natal energia" aqui da minha cidade. fiz isso mais por ele, porque eu já estava querendo desistir de ir. valeu a pena, mas fiquei toda hora ruminando, até enquanto a gente andava (porque minha cabeça não conhece paz), e por causa da ruminação, isso faz alterar meu humor. mas consegui esconder o máximo que podia - mas para piorar eu tinha esquecido os abafadores de rúidos e recebi tanto gatilho naquela praça porque tinha muita gente. but anyway, eu comprei dois pedaços de torta de limão que eram o céu. eram tão bons e tão gostosos. comprei também um pedaço de bolo de chocolate para meu irmão. e esse foi o divertimento (bem-vindos a experiência de uma cidade pequena). 10/10 para apresentação, às docerias presentes com bolos e doces com confeitos mais lindos que já vi na vida, a decoração de todo o lugar etc (pelo menos nisso a minha cidade tem arrasado o ano todo, o turismo tem aumentado). eu tirei fotos na minha cybershot também, apenas para marcar o momento. 

já é segunda novamente, escrevo isso numa madrugada. outra semana vai começar e espero ficar pelo menos um pouco mais controlável do que essa semana que passou. in the end, i really tried my best.




um pequeno experimento e uma pequena mini aventura

eu estou testando algumas águas desconhecidas: esse é meu blog experimental (por isso o nome, ba dum tss). eu já tenho um outro blog, mas queria fazer um experimento com umas coisas que ando fazendo nesse mundo da blogosfera e da old web. 

esse blog é extremamente pessoal; veja como um diário digital, tipo um scrapbook. um mini twitter, um lugar de despejar pensamentos e emoções. todo tipo de opinião - das mais bestas a mais sérias. afinal, a internet sempre foi pra ser isso, não é? um lugar legal.

a partir desse post eu assinarei como "aurora", meu nome digital na internet. como estou querendo me distanciar das redes sociais, mas não da internet em si, eu fiz esse "experimento"é justamente para um "controle de nervos" visto que ficar "scrollando" pela internet 24/7 fez coisas horríveis para meu sistema nervoso. e como eu sou dada a dar pitacos, piorou ainda mais. consegui me controlar melhor nos últimos tempos (no caso, um mês) e eu realmente não quero mais expor a minha vida para pessoas que me seguem no instagram, por exemplo. a maioria eu nem sequer possuo mais um vínculo afetivo, ainda mais por problemas psicológicos que passei e ainda estou lidando por conta de traumas (bem pesados) e decepções com pessoas. eu ainda não tomei a coragem de simplesmente deixar tudo ir, mesmo que eu devesse. por enquanto eu fujo de lidar com isso, já consegui livrar a maioria da minha lista de "quem sigo", mas ainda permanecer os que foram muito importantes. algo em mim diz que um dia eu finalmente vou conseguir apertar o botão do unfollow, mas como diria Aragorn "esse dia não é hoje!'. 

eu gosto muito de falar de coisas, comentar sobre coisas, expressar opiniões. porém, tem dois grandes problemas: sou introvertida e toda vez que tentei me expressar e me abrir eu paguei literal vergonha por causa disso e por conta de traumas eu não consigo ficar mais à vontade de poder simplesmente ser verdadeiro. e isso é um saco!!! eu também tenho descoberto coisas legais na internet que tem feito eu sentir aquela onda de dopamina que sentia quando era criança e acessava todo o mundo novo que era a internet, sempre algo interessante para descobrir. pelo menos já é uma mudança significativa do que eu estava sentindo sempre rolando o feed do ttk, insta e tt. o twitter eu já me livrei, o insta quero desmamar e me livrar de vez daqui a pouco, por enquanto eu mantenho o ttk por causa dos edits incríveis que vejo por lá, e também porque é onde eu nem sequer converso com ninguém. o chato é quando o algoritmo decide sair da curva e ficar mostrando vários vídeos e notícias pesadas, acaba com a minha paz e saúde mental.

sabe o que é a sensação de ter muito o que dizer e expressar que não cabe em apenas um lugar, em apenas um canto? é assim que me sinto grande parte do tempo. eu tenho TRÊS cadernos (um diário, um planner, um commonplace book) outro blog, esse agora, um neocities em andamento... e ainda assim sempre estou à procura de lugares novos para apenas... ser. o grande desejo de querer pertencer a algo. nunca vai realmente embora.

mas isso vai ser divertido. é o que importa.