remember, 24?

depois de quase um mês inteiro sem fazer quase nada, eu tive coragem de escrever novamente. hoje é meu aniversário. 24 anos. também foi o dia em que tive que consultar com o meu psiquiatra (apenas uma hora antes de ter recebido uma parabéns, com dois bolos, pastéis e refri). tenho estado triste desde semana passada, quando recebi meu diagnóstico depois de três meses de espera. nada tem sido o mesmo desde então, e eu só tenho ficado calada. não tenho falado muito e só... durmo demais, fico acordada até o amanhecer e fico devaneando e sentindo um desespero imenso por dentro por não querer tomar atitudes que estão me esperando para daqui mais ou menos um mês.

eu tenho TDAH tipo combinado, transtorno de depressão grave, ansiedade e melancolia, ideação suicida + traços autísticos subclínicos. quando recebi o resultado semana passada, e fiquei na sala junto com a minha mãe eu nem sequer falei muito. na verdade, eu só fiquei lá ouvindo enquanto a psicóloga explicava o que cada coisa significava e às vezes minha mãe respondia. foi um dia difícil aquele, e desde então, eu parei de falar, de participar e simplesmente me isolar. para alguém que só andava nervosa, tendo crises, brigando e discutindo, eu simplesmente... apaguei para o mundo e parece que nada faz sentido — e era assim antes, mas agora virou concreto!

me surpreendi de ter recebido meus parabéns hoje, porque na verdade eu não estava nem sequer me importando tanto com esse dia, mas passou sem problemas (ainda bem) e foi isso! bem melhor do que nos anos anteriores, and especially ano passado. mas não quero mais falar sobre isso. é bem difícil para mim dizer isso, mas: agradeço. nem tudo são sombras como a nossa mente gosta de nos fazer acreditar. 

em relação a consulta com o psiquiatra, ainda nem acredito que tive que pagar 500 reais, meu deus... caríssimo. e conversar com um psiquiatra me faz lembrar que eles realmente não são terapeutas, mas como foi ele quem encaminhou eu tive que retornar a ele (e o dinheiro dele já estava guardado e separado de qualquer forma, então, não é de todo um desperdício). mas ainda assim, é bem horrível lidar com o fato de que tenho que gastar 500 reais para ter uma consulta porque o sistema de saúde público da minha cidade é realmente muito ruim.

eu ainda estou com a pulga atrás da orelha, porque sinto que tem algo faltando. e eu confio nos meus instintos de que realmente tem algo faltando, algo que não está clicando. eu me sinto sozinha! eu não queria admitir isso, porque das vezes que admiti, minha mãe disse para mim que eu não estava, que eu tinha miha família (eles). quando digo "me sinto sozinha" não estou dizendo "estou sozinha no mundo e sem nada", e sim que "estou sozinha nisso, como sempre estive" porque ninguém entende realmente. é um sofrimento silencioso, nem para meu pior inimigo eu desejaria tal coisa. é como não funcionar, mas o sistema ainda estar ligado. como um computador que não tem mais atualizações, e está caindo no esquecimento por ter sido abandonado. eu sabia que essa consulta não ia ser grande coisa, só fico chateada pelo meu dinheirinho, mesmo. 

eu sinto que estou perdendo potencial (como diria Tyler, The Creator I hate wasted potential, that shit crushes your spirit. It really does, it crushes your soul) ou é apenas o sistema que nós vivemos que nos faz pensar dessa forma? seria o potencial apenas outra invenção do sistema capitalista para que nunca paremos e sempre estejamos na busca do "melhor de nós" na versão mais atualizada... sempre melhor, sempre melhor, sempre melhor, sempre melhor?


infelizmente, no meu caso, eu ainda sinto que tem algo que não bate. mas estou quebrada demais para ir atrás de algo (nem consigo fazer as coisas básicas dentro de casa frequentemente, parece um trabalho hercúleo) e quebrada de dinheiro. gastei MUITO esse mês, e ainda vou ter que gastar com remédios. meu deus, isso é tão triste.

para a minha verdadeira lamentação, eu ainda estou entre a cruz e a espada por que não quero voltar para a faculdade. abandonei por um ano, mas... não quero retornar. me sinto ingrata, porque é como se eu estivesse perdendo uma oportunidade de milhões. passei no sisu também, para o mesmo curso da qual passei na reopção (da minha própria faculdade) para um campus mais próximo, só que seria algo novo (eu largaria de vez esse vínculo que tenho desde 2024, e recomeçaria em uma nova e esqueceria de uma vez a instituição que me trouxe muitos traumas — mas também coisas importantes — ou... simplesmente largar tudo porque não aguento mais).

pode parecer o que for, para quem está lendo algo assim: ingratidão, preguiça, falta do que fazer, etc. ainda mais sendo uma pessoa pobre. mas eu estou... tão cansada e sem esperanças que realmente não sei o que fazer. sinto que vai ser novamente mais outro ano sendo inútil, só que agora seria 100% inútil, porque não teria mais vínculo com uma bolsa que tenho/tinha por conta da faculdade que, mesmo abandonada por um tempo, me ajudava e foi o que me ajudou até hoje. então sinto que... desistir de tudo seria pular no abismo. pela primeira vez em muito tempo, eu voltei a chorar. chorei depois que recebi o laudo. eu sinto que... realmente estou caindo em um abismo, e não tenho forças para fazer e nem pensar em mais nada. quão deprimente.



tudo isso é pessimista, mas é meu lugar então... eu posso ser pessimista o quanto quiser. e é meu aniversário (30/01), posso achar o que quiser sem me culpar, pelo menos hoje, tenho esse passe, acredito.

e para complementar, eu e minha gata no meu aniversário:






e a música que me lembrei hoje foi "End Of Beggining" do Djo.

Just one more tear to cryOne teardrop from my eyeYou better save it forThe middle of the nightWhen things aren't black and whiteEnter, Troubadour"Remember twenty-four?"



tudo o que eu gostaria era de te ver sorrir, na chuva púrpura.


durante esses cinco primeiros dias de janeiro eu não soube muito bem o que pensar, como agir ou o que esperar. me ausentei um pouco do computador e nem sequer peguei o meu novo diário para escrever algo — mas fiz isso hoje. o que me deu coragem de escrever algo em um dos meus blogs. e escolhi esse porque simplesmente é a parte mais whimsical de mim, e eu tenho sentido essa parte um pouco nesses dias, se desvanecendo. por causa das minhas crises de ansiedade, tudo criativo parece entrar em estado de congelamento ou simplesmente morre.

pois muito bem, eu dormi, tomei muito clonazepam, fiquei pensando parada de como já é outro ano novamente e eu não tenho controle nenhum do passar do tempo. como tudo mudou dentro de mim, mas ao mesmo tempo não, sabe? isso que é assustador. é realmente uma mudança se você está no mesmo lugar de sempre, às vezes, tendo que enfrentar as mesmas coisas de sempre ao acordar? acho que é por isso que eu postergo TANTO o meu sono, mesmo quando eu já não consigo. mas é a única forma de se livrar de gatilhos que só piorariam ainda mais as crises (passei novembro, e principalmente dezembro, tendo MUITAS crises, e como não estou podendo retornar ao psiquiatra, tive que recorrer para pedir clonazepam para minha tia, para ver se ao menos eu caio no sono mais rápido e esse mundo se torne um borrão em que eu não tenha que me preocupar por algumas horas).

esses primeiros dias de janeiro eu tentei assimilar o que foi aquele final de Stranger Things 5, Purple Rain do Prince por todos os lados (detalhe que Purple Rain já me destrói desde uma conferência de Supernatural, que se não me engano foi ano de 2015 ou 2016). eu tenho várias críticas sobre o que foi essa última temporada, que eu já dei aqui, acho que no segundo post que fiz nesse blog. eu queria de fato entrar em cada detalhes de como... eu achei uma verdadeira bomba, mas como a nostalgia é um droga muito forte e poderosa eu continuei vendo em cada estreia (volume 1 em final de novembro, volume 2 no natal e o volume 3 ep final no ano novo), como eu já estava decepcionada com o volume 1, e depois de um natal muito ruim aqui em casa, eu posterguei MESMO assistir o volume 2, só vim assistir quando já estava perto do ano novo. e quando veio o ano novo, eu também posterguei por algumas horas até finalmente vir a coragem de assistir. e, como eu já imaginava, veio a decepção. para mim isso foi como reviver Game Of Thrones final season em 2019. mas, eu gostei do tom agridoce e o final ambíguo que teve. para mim, a Eleven está livre de tudo e todos e de todas as expectativas que colocavam em cima dela. para mim, ela teve um final bem Lucy Gray.  ninguém sabe realmente o que houve com ela, seu paradeiro, se tá morta ou foragida — em ambos os casos, ao meu ver, ela está livre. "amas e o sofrimento daqueles que ela amava", eles continuariam sofrendo ainda mais sabendo que o exército americano estariam na cola dela pelo resto da vida dela. me fez fazer um paralelo com a Ellie de The Last Of Us, que via a possibilidade de seu sacríficio como forma de escapismo, como forma de "curar" um mundo que... não seria curado (nós que somos espectadores, sabemos disso). acho só uma pena que sempre seja personagens femininas que pagam um preço mais alto. sério, eu ainda não consegui engolir aquele body horror (porque para mim foi um body horror) aquelas mulheres grávidas sendo cobaias do governo que  recebiam do sangue da Kali/008 para geraram novos "Vecnas". de todas as coisas que o público ficou perturbado, eu não acho que ficaram perturbados o suficiente com isso. mas claro, poderia ficar aqui e fazer um artigo inteiro sobre a normalização da violência do corpo feminino (principalmente em questões reprodutivas), mas acho que já deu para entender. não atoa, não suportei o hate que deram na Kali, depois dela perder tudo, era óbvio que para ela a única saída seria própria morte. para que ela finalmente fosse livre, mas também ninguém mais tivesse que ser cobaia. acho que já falei muito sobre isso. porque para mim foi a parte principal do que eu realmente notei. eu também desculpo Purple Rain ter sido tocado para um casal hétero, porque sinceramente, nunca vi um casal hétero sofrer tanto para ficar junto e ser tratado como se fosse casal queer  que nem mileven. depois disso eu fui assistir Doctor Who. e não ironicamente o episódio foi " The Eleventh Hour", a primeira aparição do 11º doutor, na quinta temporada. coincidência? claro que não foi. eu tava lamentando a Eleven, claro que ter ido assistir o ep onde aparece o "Eleventh Doctor" foi totalmente proposital. 


como essa pequena imagem demonstra um pensamento interno meu, eu não estou fazendo muito na vida não. tenho estado ansiosa e pensando demais sobre o futuro, ataques de pânico frequentes, e por mais que eu deteste o frio (por motivos de traumas) esse calor abrasante também não está ajudando nem um pouco. blusas de mangas longas e moletons costumam me acalmar (é um tipo de sensação que nunca consegui explicar, nem para meu pai que sempre me infernizou por causa disso, mas me dá a sensação de segurança) acontece que isso tá quase que impossível em um calor absurdo. juro, nem mesmo o ventilador está servindo pra algo, porque não é só o calor em si, mas o abafado, então parece que toda vez que ele tá rodando, você só sente um vento quente. é horrível. então, usar blusas de manga longa, quando eu mais necessito pra me sentir segura tem sido uma missão quase impossível.

então, eu ainda tenho que me preocupar com certas coisas do futuro — vestibular chegando, afinal que ideia de girino é essa de pôr vestibular no início de janeiro???, estou indo fazer porque gastei 90 reais na época porque não consegui a insenção, e ainda não tinha passado para a reopção de curso. e ainda tem isso, irei fazer minha matrícula (depois de ter sido aprovada e classificada) na metade de fevereiro e final de fevereiro começam as aulas. e estarei oficialmente de volta ao ambiente ao acadêmico depois de um ano isolada e lambendo as feridas de tudo o que aconteceu comigo. e eu não sei como me sentir a isso, na verdade sei, mas é uma miríade de coisas que eu nunca paro para pensar. e toda hora eu fico caindo em ruminação que me levam a crises de ansiedade, e que daí, me levam a ataques de pânico. e eu tenho lidado com eles em silêncio porque... eu não aguento mais explicar. eu estou esperando esse resultado de avaliação neuropsicológica há mais de dois meses, e eu realmente, não querendo ser dramática, estou cansada de pedir ajuda. não queria espalhar meu pessismismo no primeiro mês do ano. mas acredito que a pior parte é essa: fazer o que tem de ser feito, hein? talvez o que pareça horripilante agora para minha depressão e ansiedade, se torne comum mais para frente. a questão da não aceitação é que é difícil. e não é como se eu estivesse morrendo de amores pela vida e do que ela têm a oferecer, porque não estou.

para a minha surpresa, uma pessoa com quem vi apenas de passagem em 2024 entrou em contato comigo. e eu fiquei tão surpresa que o que eu fiz foi rir. sim, rir. porque acho incrível que certas pessoas que viveram na minha vida nem sequer fizeram questão de saber como eu estava durante todo o ano de 2025, e o que ainda permaneceram, fizeram questão de dar às costas (figurativamente) e dizendo direto e reto que era problema meu resolver e deixar o passado para trás "porque todo mundo já tinha superado isso" e que agora era tempo de "outras coisas", me afastei delas, mas me surpreendi que essa em questão (da qual não falava muito) me contatou. a única forma que eu fiz foi responder educadamente de volta. mas que definitivamente eu não quero mais nenhuma daquelas pessoas de volta ou perto da minha vida ever again. não parece certo. e ah, como teve um tempo em que eu queria. queria muito.



um minuto de silêncio para apreciar coisas estreladas. em todas as minhas colagens, e desenhos simples, eu faço estrelas. da mais simples mesmo, daquelas que você vê crianças fazendo com crayons (giz de cera). e então eu as recorto e colo por cima de quase tudo. queria deixar isso aqui para um momento de pausa. esse landscape com esssas estrelas douradas para mim é o charme da foto. encontrei no pinterest, como a maioria das imagens que estão nesse post, a propósito.

oficialmente faz um ano em que eu comecei a ter meu "brainrot" em F1. e é claro que tudo começou com Brocedes. vamos ter cuidado para mencionar o nome três vezes sem querer e eles serem invocados. brincadeira lslsls. em dezembro de 2024 e janeiro de 2025 eu comecei a me interessar em mundo dos esportes em geral. tudo por causa de Heated Rivalry que estava lendo na época (e não tinha nem sequer ideia de que seria adaptada, nem sonhava) e então comecei a ter uma vontade em ver hockey. então eram edits de hockey toda hora no meu fy do tiktok. e então, de repente, me deparo com brocedes. e eu nunca poderia imaginar que existia um ship do Lewis fucking Hamilton com Nico Rosberg. e daí, foi só ladeira abaixo, eu realmente comecei a me interessar por F1 (meu avô ama). a próposito, eu fiz um pedido para um card (photocard) do Lewis Hamilton quando ele ainda estava na Mercedes, tanto dele quanto do George Russell (mind you, nunca recebi sksksk e isso faz oficialmente um ano).

de brocedes, eu fui para russtappen (buraco de minhocas saídas diretamente do inferno com tantos ships mlm dentro do esporte — eu nem quero começar a falar sobre como uma das maiores, se não a maior, fanfic dentro do AO3 é literalmente de dois pilotos da F1; Sebastian Vettel e o Mark Webber, cara, isso para mim é insano e o auge do parasocial, eu gosto das brincadeiras e dos memes, mas ver que tem gente que vai a fundo, mas bem a fundo mesmo, me preocupa um pouco). bem, só gostaria de avisar que estou de volta, e claro, George Russell é meu favorito (ele é a Regina George da F1) e fiquei orgulhoso que nesse ano que passou ele conseguiu vencer o circuito de Singapura (uma das mais dfíceis) e o fato de que o Versstappen ficou em segundo me fez arrancar uma risada sabendo dos memes que fazem da rivalidade entre ambos ("unnecessary anger and borderline violence"). e também gostaria de deixar claro que não tenho nenhum sentimento parasocial com nenhum dos citados acima, é apenas algo de fã saudável mesmo. às vezes algumas coisas precisam ser deixado claras. mas não ironicamente, esses tipo de coisas me fazem me sentir alegre, acredita? agora entendo porque meu avô não perde NADA que envolva esportes (ele têm dua tv's, uma em cima do raque para ele ver futebol e outra embaixo enquanto vê a corrida). é o que faz ele se sentir bem. desde que não seja torcida organizada, eu acho legal. vamos ser sinceros que é uma forma de lidar com a vida. tudo é mecanismo de defesa. é o tipo de alienação que faz você querer ficar vivo para ver a próxima partida, comemorar, etc. da mesma forma que eu sinto — e outras pessoas também — com séries, filmes, livros, quadrinhos etc. quem somos nós sem a nossa dose diária de alienação para escapar de uma realidade cruel e feia?


tenho tentado ver algumas coisas mais bonitas do que elas são (não atoa meu outro blog se chama Kalopsia e significa justamente isso: "ver as coisas mais bonita do que elas realmente são"), em meio a tantos problemas de saúde mental, de sentir que ninguém realmente entende o que se passa comigo, essa sensação constante de "impending doom", o desespero que sempre tive de querer ser entendida etc. tudo isso eu tenho me escondido nas minhas escritas borradas em diários, colagens parecendo que foram feitas por uma criança de seis anos de idade, isolamento no quarto etc. meu aniversário está chegando, e cada vez fico mais à míngua, tal qual Bilbo Bolseiro ao dizer que com o passar dos tempos ele se sentia mais como um manteiga espalhado num pedaço grande de pão. é difícil ser uma pessoa funcional, quando você passou sua vida sendo negligenciado emocionalmente, medicamente, psicologicamente etc. isso te faz crescer dentro de ti um tipo de desespero com a vida que é muito preocupante, mas que acaba por ser necessário ter que afundá-la, esconder bem. ninguém quer ouvir os seus problemas, darling. estão ocupados demais lidando com os próprios.

dito isso, as batalhas que me acompanharam para esse mês foi a preocupação pela minha própria vida, o que irá acontecer com ela sendo que não consigo ser funcional — não do jeito que a sociedade espera que seja funcional. vivo mais dentro da minha cabeça que fora, e toda vez que tento viver o de fora, é como se fosse uma ameaça contínua ao de dentro. porque se tenho que viver o de fora, não sobra tempo para viver o de dentro. e assim suscessivamente, pra sempre. 
gostaria de ter trago mais otimismo, mas é meu canto, e eu prefiro que seja a verdade. sabe, o mundo aqui fora é cruel. grande parte dos grande problemas mentais, de saúde mental, vem por causa da realidade que nos cerca e envolve. eu não caio na ilusão da ideia de controle (apesar de ser tão desesperada em querer tê-la), mas que existem coisas que está acima de nós, que... por ser de onde somos, não há muito o que possamos ou podemos fazer. a não ser, é claro, que você tenha a coragem de dar a cara a tapa. infelizmente, em como me encontro, não vejo essa coragem em mim. "it's kinda sad, actually". não desejo isso nem para o meu pior inimigo, e olha que, insconscientemente, acabei juntando alguns ao longo dos anos. 

mas o que me faz ficar feliz em ter um canto próprio é que eu posso reclamar à vontade, ser eu à vontade, sem a necessidade constante de querer ser vista ou de querer provar algo para alguém que nem sequer liga. então. não imagino lugar perfeito. 












    "i never meant to cause you any sorrow
I never meant to cause you any pain
I only wanted one time to see you laughing
I only wanted to see you laughing in the purple rain".

contagem regressiva

 

o ano está acabando, isso não é novidade. eu já fiz a minha lista de metas, mesmo que eu nem sequer goste de fazer isso, mas fiz por fazer. agora só o que resta mesmo é esperar os dias passarem para chegarem naquele ritual de todo fim de ano quando o planeta dá uma volta completa: o ano novo. 

embora, logicamente, os dias vão continuar independente do ano ser novo ou não. e era isso que eu estava pensando hoje. isso é mais algo tradicional, mas quando você para pra pensar que é só isso, uma tradição, você ainda vai acordar no outro dia da mesma forma que acordou ontem e assim sucessivamente. você vai entrar de férias, sair de férias, voltar a trabalhar e por diante repetir as mesmas coisas. 

não gosto dessa época, assim como não me dou bem com o Natal (e para zero surpresas para mim o Natal não foi nada legal. mas consegui sobreviver e passar mais um dia. acredito que também vou sobreviver a essa virada de ano, assim como sobrevivi há vários outros — a vida continua. 

é apenas um reflexão que estava fazendo comigo mesmo, sabe? a ideia de "começar tudo de novo" me parece tão cansativa, que me dá um desânimo tão grande. comentei isso em algum vídeo do tiktok que falava sobre isso. o pessal com o "gás" pra o anor que vai surgir, já pensando em o que vai fazer, como fazer etc. e eu aqui, pensando se vou conseguir sobreviver por mais um dia sem mais crises etc. enfim, quero deixar aqui algumas últimas lembranças desse mês e desse anos:










e com essas fotos, eu pude recordar melhor o que aconteceu nesses últimos dias. foi um borrão total pra mim depois do natal, só dormi, dormi e dormi. e quase também não falei ou parei para conversar.

na véspera, fizemos algumas coisas porque planejavámos fazer um almoça na tarde de natal, invés de ceia. foram três bolos. também, na véspera de natal, foi dia de faxinar a casa e meu quarto (por isso minha gata, Zaguinha, tava traquinando dentro da caixa), e só fui terminar quando já era de fato natal, às cinco e pouca da manhã. e mesmo com tudo organizado (reorganizei os armários e coloquei coisas lá dentro, para poder ocupar meu raque, onde coloco minhas coisinhas e ter mais espaço, como a adição dos dvd's de banda que "herdei" do meu pai). ainda parei para assistir Harry Potter e a Pedra Filosofal na versão estendida para dar aquela sensação de "é natal", já que não fazia mais isso há muito tempo.

infelizmente, além de ter ido dormir super tarde, eu acordei cedo por problemas pessoais que ocorreram aqui em casa, e... o dia de natal em si foi decepcionante. tivemos o almoço com meu vô presente, mas.... aconteceram coisas que foram decepcionantes para mim e me fizeram acordar um pouco do estorpor que eu estava diante das minhas crises (que foram muitas) desse final de ano.


para melhorar a situação, depois de todo o almoço e cada ter ido para um canto, como também um "especial de natal", coloquei para assistir o episódio "fishes" da série The Bear — quem já assistiu sabe o quão caótico esse episódio é. a cena da discussão da mesa me de fez sentir que não era a única me sentindo uma verdadeira merda. pequenos prazeres, huh?

o episódio é tão bom, que é como se fosse um filler, você pode assistir sem precisar ver a série inteira. é um episódio caótico, mostrando como é a dinâmica da família Berzatto em um momento tenso. você já consegue sentir toda a tensidade no ar, nos diálogos, no caos na cozinha, e tudo isso se dirigindo para o estopim da grande briga no final. foi um consolo de natal para mim ksks. alguma coisa tinha que servir.


fora isso, nos dias mais anteriores a época natalina eu fiz colagens, como mostrado nas fotos, sai e tirei foto na lojas americanas com um ursinho tão bonito que eu queria ter comprado de tão macio que era. poderia fazer companhia para o Azulão, meu urso que fica no meu raque (as pessoas ainda usam essa palavra "raque"?), também fiz desenhos para me distrair mesmo. 

consegui terminar a lata de biscoitos de manteiga natalinos que era doida para comprar, e abri o chocotone. e foi só isso!

logo após o natal, eu fiquei no esturpor. só dormi, dormi e dormi. e sem ajuda de remédio na maior parte das vezes. porque a decepção e a tristeza que eu estava sentindo era tão grande, que eu nem sequer fiz questão de fazer muita coisa a não ser o básico. mas a vida continuou. sempre continua. nisso não há o que discutir. mas me mantive contida, para o meu próprio bem. eu sei que dormir e me esconder é uma fuga, mas é a melhor que possuo no contexto da minha saúde mental e o ambiente em que vivo (isso desde pequena, imagina então o quão estressante é já uma adulta e ainda sofrer com os mesmos padrões). me conter é a melhor coisa que posso fazer com os recursos que tenho: quase nada.

vou terminar meu diário no dia 31 certinho. a agenda é desse ano, e eu tinha começado ela em agosto, achei que fosse até o ano que vem, mas eu tagarelei e fiz tanta coisa nele esse mês que enchi mais cem páginas em menos de um mês. agora só falta a página de amanhã e fecha certinho. o meu TOC agradece!

e por fim, uma foto minha, última foto, por enquanto, e só deixei aqui para registro mesmo. vai que um dia no futuro eu volte para ver como eu era. meu cabelo ala Kirk Hammett e Chris Cornell. 

eu não tô querendo criar expectativas de como vai ser amanhã ou na virada ou depois. fico feliz de ter postergado assistir Stranger Things 5 volume 2 no dia de natal, assisti a todos os eps ontem e vou assistir ao último volume amanhã sem ter que esperar vários dias.

ainda estou viúva de Heated Rivalry (sem mais sextas esperando por Ilya e Shane) e sem domingos sem It!WTD. tenho opiniõs sobre Stranger Things volume 2, que não são muito legais mas quem sabe eu fale disso mais para frente. só sei que a única coisa que realmente gostei foi da interação Steve e Dustin.

outra coisa que eu queria deixar anotado aqui, é que eu li Heated Rivalry pela primeira vez nesse mesmo mês ano passado, terminei a leitura praticamente no mesmo dia do último episódio de Heated Rivalry esse ano. era um livro super nichado, que encontrei em recomendações nas profundezas do goodreads na época, que jamais imaginaria que seria adaptado, e foi tão lindamente adaptado que só tenho 10/1000000 para avaliar.

inclusive, estou lendo uma novel da mesma autora, que ela lançou início desse ano "The Shots You Take" e vai ser minha companhia na virada de ano, tal qual Heated Rivalry e The Long Game foi na virada de 2024 para 2025. além da atualização da minha fanfic Tomarry favorita "Terrible, But Great".

eu não me obrigo a ler livros mais, leio apenas por diversão como sempre fiz. e isso me deixa leve e alegre. nada mais faço por me forçar para aparecer ou algo performático. esse ano mesmo eu só li fanfic e não me arrependo ksks.


as músicas que tem me acompanhado nesses últimos dias são:

 



e é isso. 
feliz ano novo!







(merry christmas) i gave you my heart

depois de algumas crises que tive no final de semana, eu me obriguei a sair de casa e aproveitar as festas comemorativas de natal que estão tendo na cidade. tirei bastante fotos e comprei algumas coisas — saiu bem salgado no meu bolso essas andanças. fiquei meio decepcionada porque não queria ter pesado tanto a mão, mas acabou acontecendo. 

meu irmão tirou algumas fotos minhas e eu dele. sempre alternando entre a câmera cybershot e a câmera do celular. essa foi tirada pela câmera do meu celular samsung A22. não é a melhor qualidade de todas, mas têm suas vantagens se souber como manusear. afinal, não sou uma profissional.

estou querendo passar essas fotos para algum dos meus blogs, porque não há mais espaço no meu celular, e mesmo assim ainda fico enchendo ele como se não houvesse amanhã com fotos, fotos e mais fotos (e vários vídeos que baixo do tiktok).

bem, como minha cidade tá fazendo todas essas coisas legais, eu tô aproveitando para levar meu irmão para essas tais coisas legais, e sair de casa um pouco. tenho que bater palmas para as confeitarias que estão lá presentes, porque são bolos e demais doces mais gostosos que o outro. na primeira vez que eu fui eu comi uma torta de limão tão boa, MAS TÃO BOA, que repeti e fiquei na esperança de encontrar nessa segunda vez. infelizmente a confeitaria não estava lá. mas comprei outras coisas. um pacote de canetas de pintura (aquelas que usam para bobbie goods, sabe? mas eu queria para outra coisa) com 24pcs. estava no precinho então aproveitei. comprei doces para levar para casa e uma torta salgada e um cachorro quente completo para eu e meu irmão comermos enquanto ainda estávamos lá. 







estava rolando uma peça de teatro também, da FUNDAME (Fundação de Amparo ao Menor). teve apresentações de bandas marciais das escolas aqui do município (assim como na primeira vez que a gente foi). eu agradeci por dessa vez ter lembrado de levar meus abafadores, estou muito sensível com barulho, qualquer tipo de barulho, e o barulho de lá estava altissimo, mesmo os abafadores não estavam cobrindo tudo. 

eu escolhi uma peça de roupa bem aleatória e mais colorida. já faz um tempo que não tenho aguentado mais vestir roupas escuras, eu gosto de coisas coloridas, me sinto bem com roupas coloridas. e eu gosto de me vestir com peças aleatórias então foi perfeito. uma roupa confortável para um evento bem cheio. 

tinha sido um fim de semana complicado, todo esse mês tem sido complicado, eu queria simplesmente fazer algo para ficar na memória de maneira positiva. tento lidar com os problemas e as crises de forma a não acabar virando um memória ruim. espero que minhas tentativas dê algum fruto.

sobre as fotos, eu realmente estou vendo o que irei fazer com elas, porque tem UM MONTE, e não confio mais em cartões de memórias, que estão sendo feitas para guardarem tudo ultimamente MENOS memórias. quem sabe eu crie um blog e deixe ele em anônimo só para ter onde acumular esse tanto de imagens ksksks. 

eu ainda fiz outras coisas depois desse dia. comprei bastante coisas, porque estou tentando entrar nesse clima natalino de que tanto falam. fico feliz que pela primeira eu esteja fazendo isso com o meu próprio dinheiro. dá uma pequena felicidade no coração esse tipo de coisa. mas como eu disse, acabei pesando a mão até demais. ao menos, estou tentando com o que posso. às vezes é só o que conseguimos fazer.

e para finalizar, esse cartão com folha A4 que fiz para testar as canetas coloridas que comprei lá. estão perfeitas, com ótima qualidade (principalmente pelo preço que elas foram). pude passar um tempo me divertindo testando elas, colori outros desenhos que precisavam serem coloridos e ainda fiz outro cartão com folha A4 de uma árvore de natal que colei na geladeira da cozinha — infelizmente não tirei foto e estou com muita preguiça para fazer isso agora, mas ficou lindinho. fiquei muito orgulhosa da minha "arte".

e também um pouco contente de estar decorando à minha própria maneira. em falar nisso, por mais que não tenhamos uma árvore de natal, pelo menos não mais, a última foi há quase uma década, minha mãe achou os antigos piscas-piscas que usávamos ao redor da árvore que tinhamos (que ficou em SP durante a mudança que fizemos para Paulo Afonso em 2017) e decidimos, ao menos, colocar no portão lá fora. toda vez que a tarde chega meu pai liga. fica a nossa casa, a casa ao lado e as duas casas da frente com os piscas-piscas ligados.... and i think that's beautiful.

não irei dizer que tudo é perfeição, porque não é. ainda tenho acessos, ainda tenho crises, coisas ainda aconteceram — principalmente essa semana. mas bem... temos o natal, não é? uma forma de poder se consolar. admiro que durante essa época do ano, até os "miseráveis" se unem em prol de fazer esse dia ser mágico. vez ou outra eu tenho meus momentos de Ebenezer Scrooge. não sou perfeita! de vez em quando, alguns fantamas de Marley vem me assombrar. me assombraram ainda essa semana. mas, tentando ser menos pessimista, algumas lições ficam, hein?



um mundo invertido, um palhaço, um doutor em uma caixa e a primeira semana de dezembro

essa primeira semana de dezembro foi realmente uma prova de fogo. tive grandes crises por causa do meu TOC. mas eu consegui guardar algumas lições aqui e ali. pelo menos, eu acho que consegui. 

há spoilers de stranger things mais adiante, caso não tenha visto a série!

Stranger Thigs 5, primeira parte, saiu na quarta retrasada, bem no dia em que eu tinha uma consulta no psicológo do SUS e tinha que enviar duas cartas do clube "o Envelope" que faço parte. foi um dia em que tinha criado muitas expectativas desde o início de novembro, e quando finalmente aconteceu, foi um pouco decepcionante. primeiramente, que eu esperei duas horas no posto, eu não estou nem mesmo brincando. quando finalmente foi minha vez, a psicológa perguntou como eu estava etc, falei algumas coisas preocupantes que eu estava lidando mas fui cortada porque ela precisava ir em algum lugar. quando ela retornou, pediu para remarcar (para daqui um mês, ou seja, ano que vem, um dia antes do meu aniversário, inclusive) e eu fiquei um pouco sem chão. e depois, ainda tive que esperar mais uma hora no Correios. enfim, chegando em casa depois de tanta humilhação em um dia só, dormi o dia inteiro. porque sou uma jovem de 23 anos, desempregada, com depressão e sem expectativas na vida e apenas esperando uma resposta da minha avaliação neuropsicológica. acordei bem perto de estreiar a primeira parte, e fiquei mexendo no neocities enquanto asssistia. 

e agora vamos para a grande questão: inicialmente eu fiquei tão, mas tão, decepcionada que eu olhava para a tela do computador ao mesmo tempo em que olhava incrédula para a tela do celular (por onde eu estava assistindo) e nem sequer tinha palavras. porque assim, eu estava feliz por finalmente, depois de três anos, ver aqueles rostinhos? sim, eu estava. até eu ver a atuação e algumas decisões muito ruins de roteiro. nossa, toda aquelas conversas, os personagens repetiam as mesma coisa várias vezes, a atuação estava... barata? o termo que uso aqui é do inglês cheap. bem comum em várias séries originais da netflix. tipo, eu estava assistindo aquilo ali sabendo que era atuação, tipo, não quando você assistir a algo e esquece que os personagens estão atuando de tão imersivo que você fica na história — será que é entendível o que acabei de dizer? bem, foi essa sensação. tanto que eu só aguentei os três primeiros episódios e não assisti ao quarto, que é o último da primeira parte. juro, eu não sou de reclamar (pelo menos, eu acho que não sou) de qualquer tipo de filme ou série (eu gosto dos filmes do Adam Sandler, pelo amor de Deus), mas o que me deixa irritada, é quando uma série foi vendida de tal forma desde a primeira temporada, com um roteiro de peso, atuações mais puxadas para o drama e suspensa, e então poder notar esse downgrade. fui pesquisar mais sobre, ouvir outras opiniões, e basicamente foi o que eu descobri sozinha assistindo: a netflix, propositalmente, pediu (exigiu) que o diálogo dos personagens fossem "menos difíceis". eu já sabia que a media literacy estava morta, mas agora enterraram de vez. sem cair no saudosismo, mas eu realmente estou preocupada como não somente a interpretação e capacidade cognitiva para compreender qualquer coisa complexa é praticamente inexistente hoje, como a alfabetização midiática é desconhecida. eu nem irei começar com o tanto de má interpretação que vi de pessoas tendo dos personagens. é bem triste. devo até comentar de como o fandom de ST é extremamente tóxico. não sei o que ocorreu nesses anos, mas costumava, há pelo menos uns seis anos, ser um ambiente bem tolerante. me espanta que uma história que tem DOIS personagens LGBTQIA+, seja tão homofóbico. 

pois, me dei uma pausa de tudo, e esqueci de voltar para ver o quarto episódio já faz uma semana. domingo passado, tive uma insônia sinistra em que eu dobrei o outro dia acordada, e permaneci acordada até a madrugada do dia seguinte. ou seja, foram mais de vinte e quatro horas acordada. nesse tempo, ousei assistir "It!Welcome to Derry", e me surpreendeu porque eu gostei. assisti ao primeiro episódio, hoje lançou o penúltimo se não me engano. 

"It!Welcome to Derry" eu gostei mais do que a primeira parte da quinta temporada de ST. as atuações dos personagens mais jovens e do elenco mais velho foi o que me ganhou imediatamente. eu amo atuação aprofundada, em que você esquece que está assistindo uma série/filme. e eu não senti isso com ST5 por conta da atuação, não tava me descendo. e não somente isso, obviamente que uma série como ST vai ter inúmeras referências; acontece que tinha tanta MAS TANTA referência de outras obras, que eu sei muito bem que os irmãos Duffer são fãs, que eu toda hora soltava "oxe, mas tá idêntico a tal filme/série". veja bem, uma referência e inspiração, das quais são necessáris para o cunho de história como de stranger things é uma coisa, outra bem diferente é, em apenas uma cena, você receber trezentas referências de uma só vez. posso até listar: alice, harry potter, uma dobra no tempo, as crônicas de gelo e fogo, de volta para o futuro. em menos de duas cenas diferentes. foi muito cansativo. eu também quero ver o desenvolvimento da história do que só apenas referências de outras obras. e nem começo de como estou decepecionada com as decisões de roteiros com vários personagens: esse triângulo amoroso, que já tinha dado fim na segunda temporada, de steve/nancy/jonathan, desnecessário; a joyce com esse favoritismo com o will enquanto o pobre do jonathan não só é esquecido pelo próprio roteiro como pela própria mãe, nancy sem saber o que quer da vida dela, hopper e el no mundo invertido... olha! não ironicamente, a única coisa que gostei mesmo foi steve e dustin estarem com uma relação mais complexada agora, porque faz todo sentido para o roteiro, considerando os eventos da quarta temporada que aconteceu com o dustin; e por fim, claro, érica. amo ela.

revisitei doctor who depois de algum tempo, e estava morrendo de saudades porque não vivo sem essa série, mas eu tinha dado um tempo de vê-la. praticamente é minha infância, assistia na tv cultura, quando passava, sempre às 20h. se qualquer coisa para mim tá ruim, doctor who estará lá para me acompanhar e me confortar dos males desse mundo (afinal é para isso que o doctor está aqui). sinto tanta falta de assistir algo que remeta a mesma vibe do que eu senti quando assisti essa série pela primeira vez. meu doctor favorito é o 10º, mas tenho uma quedinha pelo 11º e um carinho enorme pelo 12º. não importa o quê, o fim da minha infância sempre terá no coração guardado um doutor em uma caixa azul, cuja parte interior é maior que a exterior (allons-y!)

sobre a primeira semana desse mês, bem, cheguei ao final dela intacta, e nem sei como. tive tantas crises, toc e tudo isso. me exauriu psicologicamente. consegui sair com meu irmão sexta-feira para a estreia da exposição "natal energia" aqui da minha cidade. fiz isso mais por ele, porque eu já estava querendo desistir de ir. valeu a pena, mas fiquei toda hora ruminando, até enquanto a gente andava (porque minha cabeça não conhece paz), e por causa da ruminação, isso faz alterar meu humor. mas consegui esconder o máximo que podia - mas para piorar eu tinha esquecido os abafadores de rúidos e recebi tanto gatilho naquela praça porque tinha muita gente. but anyway, eu comprei dois pedaços de torta de limão que eram o céu. eram tão bons e tão gostosos. comprei também um pedaço de bolo de chocolate para meu irmão. e esse foi o divertimento (bem-vindos a experiência de uma cidade pequena). 10/10 para apresentação, às docerias presentes com bolos e doces com confeitos mais lindos que já vi na vida, a decoração de todo o lugar etc (pelo menos nisso a minha cidade tem arrasado o ano todo, o turismo tem aumentado). eu tirei fotos na minha cybershot também, apenas para marcar o momento. 

já é segunda novamente, escrevo isso numa madrugada. outra semana vai começar e espero ficar pelo menos um pouco mais controlável do que essa semana que passou. in the end, i really tried my best.




um pequeno experimento e uma pequena mini aventura

eu estou testando algumas águas desconhecidas: esse é meu blog experimental (por isso o nome, ba dum tss). eu já tenho um outro blog, mas queria fazer um experimento com umas coisas que ando fazendo nesse mundo da blogosfera e da old web. 

esse blog é extremamente pessoal; veja como um diário digital, tipo um scrapbook. um mini twitter, um lugar de despejar pensamentos e emoções. todo tipo de opinião - das mais bestas a mais sérias. afinal, a internet sempre foi pra ser isso, não é? um lugar legal.

a partir desse post eu assinarei como "aurora", meu nome digital na internet. como estou querendo me distanciar das redes sociais, mas não da internet em si, eu fiz esse "experimento"é justamente para um "controle de nervos" visto que ficar "scrollando" pela internet 24/7 fez coisas horríveis para meu sistema nervoso. e como eu sou dada a dar pitacos, piorou ainda mais. consegui me controlar melhor nos últimos tempos (no caso, um mês) e eu realmente não quero mais expor a minha vida para pessoas que me seguem no instagram, por exemplo. a maioria eu nem sequer possuo mais um vínculo afetivo, ainda mais por problemas psicológicos que passei e ainda estou lidando por conta de traumas (bem pesados) e decepções com pessoas. eu ainda não tomei a coragem de simplesmente deixar tudo ir, mesmo que eu devesse. por enquanto eu fujo de lidar com isso, já consegui livrar a maioria da minha lista de "quem sigo", mas ainda permanecer os que foram muito importantes. algo em mim diz que um dia eu finalmente vou conseguir apertar o botão do unfollow, mas como diria Aragorn "esse dia não é hoje!'. 

eu gosto muito de falar de coisas, comentar sobre coisas, expressar opiniões. porém, tem dois grandes problemas: sou introvertida e toda vez que tentei me expressar e me abrir eu paguei literal vergonha por causa disso e por conta de traumas eu não consigo ficar mais à vontade de poder simplesmente ser verdadeiro. e isso é um saco!!! eu também tenho descoberto coisas legais na internet que tem feito eu sentir aquela onda de dopamina que sentia quando era criança e acessava todo o mundo novo que era a internet, sempre algo interessante para descobrir. pelo menos já é uma mudança significativa do que eu estava sentindo sempre rolando o feed do ttk, insta e tt. o twitter eu já me livrei, o insta quero desmamar e me livrar de vez daqui a pouco, por enquanto eu mantenho o ttk por causa dos edits incríveis que vejo por lá, e também porque é onde eu nem sequer converso com ninguém. o chato é quando o algoritmo decide sair da curva e ficar mostrando vários vídeos e notícias pesadas, acaba com a minha paz e saúde mental.

sabe o que é a sensação de ter muito o que dizer e expressar que não cabe em apenas um lugar, em apenas um canto? é assim que me sinto grande parte do tempo. eu tenho TRÊS cadernos (um diário, um planner, um commonplace book) outro blog, esse agora, um neocities em andamento... e ainda assim sempre estou à procura de lugares novos para apenas... ser. o grande desejo de querer pertencer a algo. nunca vai realmente embora.

mas isso vai ser divertido. é o que importa.